Quem poupa perde!

A pergunta que não quer calar: O que vem primeiro: poupar ou investir? 🤑

Hoje vamos viajar no tempo e voltar ao ano de 2009, no início das nossas carreiras na banca.

Conhecemo-nos aí, recém licenciadas (uma em Gestão de Empresas e outra em Economia) e entramos como estagiárias num dos maiores bancos de Portugal.

Uma semana depois, sabes o que aconteceu?

Estávamos a viver juntas no coração de Lisboa, numa casinha na Baixa. (inserir foto)

Naquela época era possível 2 estagiárias viverem e pagarem uma renda em Lisboa, mas… isso são outras histórias… agora vamos ao que interessa!

Como nos tornamos especialistas em finanças pessoais

De 2009 até 2020, as nossas carreiras construíram-se nos sectores bancário e financeiro. A vida naturalmente seguiu e fomos trabalhar em funções e bancos diferentes, mas continuamos amigas e com um contacto bem próximo. 

Afinal, tínhamos uma à outra para falar de dinheiro (e outros temas) sem tabus, nem julgamentos. 

Questionamos-te: hoje em dia com quem podes falar sobre dinheiro?

Trabalhamos alguns anos em departamentos de particulares, ou seja, com clientes como tu, e outros anos ligados a empresas. Estivemos em diversas funções, umas associadas ao sector do crédito e outras ao dos investimentos. Foi mais de uma década em que aprendemos muito!

Até podes estar a pensar:

“Ah, então é por isso que vocês percebem tanto de finanças pessoais, dominam temas de crédito e também de investimentos. Falam financês e banquês por causa da vossa formação académica e da vossa experiência profissional!”

Sabemos que facilmente dirias isto, até porque… já o ouvimos isso 1 milhão de vezes!!!

Mas sabes que mais?

NÃO! Não é por isso! 

Não é por termos estudado na área financeira, nem termos trabalhado num banco que nos tornamos especialistas em finanças pessoais.

E sabes porquê?

Nós sabemos fazer todos os cálculos complicados e interpretar gráficos complexos, a banca ensinou-nos isso, mas… Ensinou-nos também algo mais importante e de valor incalculável!

Ensinou-nos a compreender e interpretar as pessoas, de forma a, ajudá-las a melhorar a sua situação económica.

Foi mais de uma década a lidar com milhares de casos de pessoas (como eu, tu, os teus pais, amigos). 

Aprendemos com as histórias de quem se cruzou connosco. Tentávamos sempre ver cada pessoa para lá dos dígitos da sua conta bancária. 

Atrás de um número de conta existe uma pessoa com um percurso. Era isso que tínhamos em mente sempre que chegava um novo cliente. Nós fazíamos por compreendê-lo e é o que continua a acontecer nos dias de hoje no Contas Em Dia®. 

Era uma verdadeira Netflix, cheia de histórias. E havia de tudo: pessoas em situações financeiras complicadas (enormes dívidas, por exemplo), até quem tinha um enorme património (na gíria, pessoas mesmo ricas).

Acreditamos que também tenhas ouvido o conselho mais dado nas últimas gerações: 

“Estuda muito para teres um trabalho que te dê um bom ordenado para teres a vida feita!” (financeiramente falando, claro!)

Ao trabalhar no banco percebemos que esse conselho não foi verdadeiramente bom para a maioria das pessoas. Vimos diariamente que não basta ter um bom ordenado ou receber uma bela herança para ter as finanças pessoais em dia!

E muito menos um curso de finanças ou economia… 

Perceber de dinheiro nada tem a ver com perceber de números ou ser licenciado!

  • Quantas pessoas têm uma formação e não conseguem trabalhar na área e serem bem remuneradas por isso? Muitas!
  • Quantas pessoas até têm um “bom ordenado” e chegam ao final do mês com a corda ao pescoço ou sem conseguir poupar? Muitas!
  • Quantas pessoas começam com nada e constroem um excelente património? Talvez poucas, ou pelo menos menos do que as respostas anteriores, mas queremos aumentar cada vez mais este número!

Então o que precisa mudar para isso acontecer?

É necessário desenvolver inteligência financeira!

Com esta experiência laboral, descobrimos algo que nunca nos tinham dito:

Quem tem inteligência financeira anda sempre na autoestrada das finanças pessoais.

O ditado “o dinheiro não é de quem o ganha, mas sim de quem o poupa!” é um grande ensinamento que podes levar para a tua vida. Lembremo-lo muitas vezes…

Mas com o update que fizemos e que vais compreender na perfeição:

“O dinheiro não é de quem o ganha. É de quem o poupa e sabe multiplicar.”

Por isso mesmo é que dizemos que quem SÓ poupa, perde porque… 

Querendo ou não, o nosso dinheiro ao longo do tempo (se não estiver investido) perde valor!

Agora vamos introduzir-te um tema que verdadeiramente gostamos de falar: finanças para negócios!

Será que poupar e saber gerir o dinheiro é importante para os negócios?

Que pergunta tonta, não é verdade?

Claro que sim! Um negócio financeiramente instável, é um negócio sem pernas para andar. 

Vamos falar-te de dois termos que consideramos essenciais: ativo e passivo!

No livro Pai Rico, Pai Pobre, o autor Robert T. Kiyosaki diferencia ativos e passivos desta forma:

Desafiamos-te a fazeres uma lista de quais são os ativos e os passivos do teu negócio!

O nosso conselho é que tenhas mais ativos do que passivos e que invistas sempre nos ativos que gerem os maiores lucros, como é exemplo o conhecimento.

Agora para finalizarmos…

Ao longo desta viagem desde 2009, percebemos que a verdadeira diferença entre quem aproveita as finanças pessoais e quem fica para trás não está na formação académica ou no salário que entra ao fim do mês, mas sim na capacidade de poupar e multiplicar esses recursos. 

Desenvolver inteligência financeira significa saber identificar as oportunidades de investimento que fazem o teu dinheiro trabalhar para ti, seja através de instrumentos financeiros, educação contínua ou, até mesmo, reinvestindo no próprio negócio.

Para o empreendedor, essa inteligência torna-se ainda mais vital: um negócio saudável depende de um fluxo consistente de ativos que gerem valor, em contraponto aos passivos que consomem recursos. Como recomendou Robert Kiyosaki, desafiamos-te a criar uma lista de todos os ativos e passivos do teu projeto e a concentrar esforços na construção e reforço dos ativos de maior retorno, especialmente o conhecimento, que é, sem dúvida, o ativo mais duradouro e rentável.

Lembra-te: quem só poupa, perde. A inflação e as oportunidades perdidas corroem o poder de compra e a capacidade de crescimento. Mas quem aprende a poupar e a investir, garante não só a segurança financeira, como também abre portas para multiplicar o seu património, pessoal ou empresarial.

O próximo passo: reflite sobre os teus hábitos de poupança e investimento, faz a lista de ativos versus passivos da tua vida (e negócio, se aplicável) e começa hoje mesmo a direcionar os teus recursos para onde realmente geram valor. 

E, se quiseres aprofundar este tema, acompanhe-nos aqui no Contas Em Dia®, onde continuaremos a partilhar estratégias práticas para transformar o teu dinheiro num parceiro de crescimento.

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