Para nós, o dia 1 de junho é uma data especial: é o aniversário da Andreia. E há uma coisa curiosa nas memórias guardadas dos seus aniversários: momento de festa e de presentes! Não por acaso. O Dia da Criança é um daqueles dias em que está tudo em festa à volta dos mais pequenos, e talvez por isso a maioria de nós, adultos, ainda hoje guarda boas recordações deste dia.
No Dia da Criança há festas, há brinquedos e há aquele segundo em que os olhos das crianças brilham. Não somos das fundamentalistas do minimalismo que se deve reduzir presentes ao máximo mas se há um presente que os teus filhos te vão agradecer daqui a 20 ou 30 anos, não é nenhum dos que cabe numa caixa. É um pé de meia. E, mais importante do que isso, é a forma como aprenderam a olhar para o dinheiro, contigo, muitas vezes sem darem por isso.
Neste artigo falamos das duas coisas: como começar a construir esse pé de meia e porque é que o exemplo que dás em casa pesa mais do que qualquer “aula de finanças”.
O que é, afinal, um “pé de meia” para uma criança?
Quando pensamos em poupar para um filho, a primeira imagem que surge costuma ser o velho mealheiro: umas moedas postas de lado, talvez uma conta no banco a render uns trocos. É simpático, mas fica muito aquém do que chamamos de “básico bem feito”. Um verdadeiro pé de meia não é dinheiro parado à espera, é dinheiro a crescer ao longo do tempo. E é aqui que entra a grande diferença entre poupar (pôr de lado) e investir (pôr a render). A favor do teu filho está o ativo mais valioso de todos, aquele que tu já não tens em tanta quantidade: tempo. São 15, 20, às vezes 30 anos para o dinheiro trabalhar, e o tempo é, de longe, o melhor amigo de quem investe.
Poupar para os filhos não chega (e às vezes até é um erro)
Os portugueses até poupam. Um estudo recente do BPI Vida e Pensões aponta que 63,3% pomos dinheiro de lado todos os meses, o que é uma boa notícia. O problema é o que fazemos a seguir: a maior parte dessa poupança fica parada em depósitos a prazo e contas-poupança a render quase nada. E o que rende quase nada, com a inflação a comer o valor do dinheiro ano após ano, vai perdendo poder de compra sem darmos por isso. Para um adulto a poupar a curto prazo, já é mau. Para uma criança com duas ou três décadas pela frente (até usar o dinheiro), é uma oportunidade desperdiçada. O objetivo não é só guardar: é investir com estratégia e a pensar no longo prazo.
Quanto devo poupar por mês para um filho?
A resposta honesta é: depende. Depende do teu orçamento, dos teus outros objetivos e do que faz sentido para a tua família. Mas há uma coisa que pesa muito mais do que o valor: a regularidade. Uma quantia pequena, todos os meses, durante muitos anos, com o efeito dos juros compostos a fazer o seu trabalho silencioso, cresce muito mais do que a maioria das pessoas imagina. Pensa como se fosse uma atividade extra curricular .Não existe fórmula universal nem número mágico. Existe o que consegues manter de forma consistente, porque um plano que se cumpre vale sempre mais do que um plano ambicioso que se abandona ao segundo mês. Porque não canalizar os presentes dos avós e padrinhos para esta investimento?
E os tais juros compostos? É aqui que eles jogam a favor do teu filho
Os juros compostos são, no fundo, juros que rendem juros. No primeiro ano, o dinheiro investido rende um pouco. No ano seguinte, rende sobre o valor inicial e também sobre o que já tinha rendido antes. E assim sucessivamente, numa espécie de bola de neve que vai ganhando velocidade à medida que desce. O detalhe decisivo é este: para a bola de neve crescer mesmo, precisa de tempo, e o teu filho tem precisamente aquilo que falta à maioria dos adultos, décadas inteiras pela frente. É por isso que começar cedo não é um pormenor, é o que faz toda a diferença.
Vê o que isto significa na prática. Imagina que investes 100€ por mês, desde o nascimento até aos 18 anos, num produto com capitalização automática dos juros e um retorno médio de 10% ao ano. Ao longo desses 18 anos, terás colocado do teu bolso cerca de 21 600€. Mas, graças aos juros compostos, o valor acumulado rondaria os 60 000€ quando o teu filho fizesse 18 anos. E agora vem a parte que costuma surpreender toda a gente: se ninguém tocar nesse dinheiro e ele ficar simplesmente investido até aos 25 anos, sem acrescentares um único euro, o montante mais do que duplica, aproximando-se dos 120 000€. O suficiente para dar a entrada numa casa, financiar uma especialização no estrangeiro, ou apenas começar a vida adulta com uma folga que muito poucos têm.
Os 10% servem aqui só para ilustrar a força do mecanismo, não são uma garantia: os mercados oscilam e os retornos variam de ano para ano. Mas a lição mantém-se de pé seja qual for a taxa, porque o que pesa mais na conta não é a percentagem, é o tempo. E esse é o ingrediente que o teu filho tem a mais.
O verdadeiro segredo: os filhos não aprendem por aulas, aprendem por osmose
Há hoje uma espécie de moda em torno da literacia financeira para crianças: fichas para preencher, mapas de mesada, gráficos colados no frigorífico, quase um plano curricular sobre dinheiro. Nada disto está errado, mas pode tornar-se contraproducente quando transforma o dinheiro numa disciplina escolar, numa coisa séria e desligada da vida real.
Nós, Andreia e Tânia, tivemos os nossos melhores educadores financeiros em pessoas com a instrução primária e que não percebiam nada de mercado financeiro (props para a mãe da Andreia e o avô da Tânia). Porque a verdade é mais simples (e mais exigente): as crianças aprendem a relação com o dinheiro a observar os adultos que as educam. Se te veem a poupar com um objetivo claro, a falar de dinheiro com naturalidade e sem drama, a olhar para investimentos como algo potencializador em vez de medo, e a pensar a longo prazo, eles absorvem tudo isso por “osmose”. E se te veem em stress permanente, a fugir do assunto ou a gastar por impulso e às escondidas, também absorvem, só que o contrário.
O melhor “currículo” de finanças que podes dar a um filho não está num caderno. És tu.
Como dar o exemplo certo (mesmo que ainda não te sintas à vontade com dinheiro)
A boa notícia é que não precisas de ser um especialista para seres um bom exemplo. Os filhos não copiam a perfeição, copiam a atitude. Não precisas de ter todas as respostas; precisas de ter um plano e de o ires seguindo: definir objetivos, perceber a diferença entre poupar e investir, e dar os primeiros passos com estratégia em vez de adiar mais um ano. Quando mudas a tua própria relação com o dinheiro, mudas a deles ao mesmo tempo, sem aula nenhuma, sem ficha nenhuma. É talvez a forma mais poderosa (e mais subestimada) de educar financeiramente uma criança.
E se quiséssemos ir mais longe juntos?
Sabemos que, depois de leres tudo isto, é natural ficares com uma pergunta muito concreta na cabeça: “tudo bem, mas como é que eu invisto, em específico, para os meus filhos?”. É uma pergunta que merece mais do que um parágrafo num artigo.
Por isso, estamos a ponderar abrir uma aula dedicada só a isto: investir para crianças, do princípio ao fim, com tempo para um Q&A em que possas tirar as tuas próprias dúvidas. Seria uma sessão de vagas limitadas, precisamente para que houvesse espaço para todos perguntarem, e a um valor simbólico, pensado para ser acessível a qualquer família.
Antes de avançarmos, queremos perceber se há interesse real. Se isto te faria sentido, envia-nos uma mensagem no Instagram (Clica aqui) com a frase “Investimento para crianças”. É só isso. Se forem muitos, sabemos que vale a pena fazer acontecer.
O presente de Dia da Criança que continua a dar
No fundo, todo este artigo aponta para a mesma ideia: talvez o melhor presente que possas dar neste Dia da Criança não seja apenas um pé de meia em nome do teu filho. Seja tu aprenderes, de uma vez, a pôr o teu dinheiro a trabalhar, para que o exemplo com que ele cresce seja de estratégia, calma e visão de futuro, em vez de medo e adiamento.
É exatamente para isso que existe o Pack Investidor Estratégico. São 8 horas de aulas práticas, sem teoria importada e com exemplos da realidade portuguesa, sobre as decisões concretas que tantas vezes andamos a adiar: como escolher um bom PPR (e distinguir os que valem dos que não valem), o que são ETFs e como escolhê-los, quando faz (ou não) sentido investir em ações, em que situações os Certificados de Aforro são uma boa decisão, e como escolher uma corretora sem cair nas armadilhas das que parecem baratas e depois cobram em sítios escondidos. Entras na plataforma assim que pagas, com 12 meses de acesso para veres as aulas ao teu ritmo, e tens 15 dias de garantia.
Só durante o dia 1 de junho O Pack Investidor Estratégico fica a 47€ (valor habitual: 254€), cerca de 80% abaixo do normal. Depois volta ao preço de sempre. Quero investir com estratégia → Clica aqui
Se ficaste com alguma dúvida antes de decidires, fala connosco por WhatsApp: basta dizeres “dúvida PIE” e a nossa equipa ajuda-te a perceber se a formação faz sentido para a tua situação.
Andreia e Tânia
Contas em dia®
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