Educação: o investimento que transforma 1€ em 13,7€

Portugal tem um dos investimentos mais rentáveis da Europa e quase ninguém lhe chama isso. O problema é que o retorno chega ao longo de décadas e a conta chega toda de uma vez.

No ano letivo passado, as famílias portuguesas contavam gastar 604€ por estudante no regresso às aulas. Não por família. Por estudante. Com dois filhos, o número que tens de conseguir encaixar no orçamento de setembro anda perto dos 1.200€.

E há um detalhe neste dado que importa mais do que o valor: são intenções de gasto declaradas, não gastos medidos. É o que as famílias diziam em agosto que iam gastar, antes das listas oficiais, antes das compras de última hora e antes do casaco que se perdeu na segunda semana.

A boa notícia é que praticamente nenhuma destas despesas é uma surpresa. Sabes que existem, sabes mais ou menos quando chegam e sabes quais são. O que costuma falhar não é o dinheiro. É a ordem pela qual as coisas são feitas.

Setembro não é um mês caro. É um mês previsível.

Há uma diferença enorme entre uma despesa inesperada e uma despesa que sabes que vem e para a qual não te preparaste. A primeira é um imprevisto. A segunda é uma falha de planeamento, e é essa que desorganiza orçamentos.

É exatamente para isto que existe o Calendário OMG, Organizo os Meus Gastos. Listas todas as despesas previsíveis que não são mensais, distribuis cada uma pelo mês em que acontece, estimas os valores, somas o total do ano e divides por doze. O resultado é uma provisão mensal que faz desaparecer os meses difíceis. Setembro deixa de ser um pico e passa a ser uma linha do orçamento que já estava paga antes de chegar.

Se ainda não tens este trabalho feito, as próximas três semanas chegam para o fazer.

1. Faz a lista real antes de comprar. Percorre o material do ano passado antes de percorreres as prateleiras. Boa parte do que está nas listas de setembro já está dentro de casa.

2. Separa o urgente do desejável. Uma mochila rota é urgente. Uma mochila nova quando a atual aguenta mais um ano é desejável, e o desejável pode esperar por saldos.

3. Define um teto por filho antes de entrar na loja. Um valor decidido em casa, com calma, protege-te do valor decidido no corredor, com pressa.

4. Guarda o total no fim. Não para te sentires mal com ele. Para saberes, no próximo agosto, quanto tens de ter provisionado.

A conta que muda a conversa toda

Feito o orçamento de setembro, vale a pena levantar os olhos do mês e olhar para o horizonte.
Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos divulgado em maio de 2026, coordenado por Luís Catela Nunes, calculou o retorno financeiro do ensino superior em Portugal. Por cada euro investido, considerando propinas, materiais e os rendimentos sacrificados por estudar em vez de entrar logo no mercado de trabalho, o retorno médio é de 13,7 euros em ganhos salariais ao longo da vida. É um valor 68% superior à média da União Europeia, que se fica pelos 8,2 euros.
Os mesmos dados mostram que, no início da carreira, um licenciado ganha em média mais 28% do que quem tem apenas o ensino secundário, e um mestre mais 49%.

“Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros.” Benjamin Franklin escreveu isto há mais de dois séculos e os números portugueses continuam a dar-lhe razão.”

O retorno chega ao longo de décadas. A conta chega toda de uma vez.

É aqui que a maior parte das famílias tropeça. O mesmo estudo mostra que, em Portugal, as famílias suportam cerca de 30% das despesas do sistema de ensino superior, muito acima da média europeia de 13%.

Na prática, e com valores de agosto de 2026, sujeitos a alteração: a propina máxima no ensino público está congelada nos 697€ por ano. Um quarto arrendado numa cidade universitária ronda os 300€ a 500€ por mês. A alimentação soma mais 150€ a 200€. Faz as contas a nove meses letivos e percebes porque é que a fatura anual de um filho deslocado é várias vezes superior ao valor da propina.

O resultado é quase sempre o mesmo: recorrer a crédito e ficar a pagar essa educação durante anos, já depois de o curso ter acabado.

A alternativa que quase ninguém usa a tempo

Se tens filhos pequenos, tens do teu lado a única coisa que o crédito não te dá: tempo. E com tempo, os juros compostos deixam de jogar contra ti e começam a trabalhar para ti. Em vez de pagares juros a um banco daqui a uns anos, podes ser tu a recebê-los desde já.

A diferença entre chegar aos 18 anos do teu filho com um plano e chegar sem ele raramente é o rendimento que tiveste. É a antecedência com que começaste.

E se os teus filhos já estão nessa fase, ou se nem sequer tens filhos, a lógica é exatamente a mesma para qualquer objetivo teu: a reforma, a casa, ou simplesmente viver sem ansiedade financeira. Pôr o dinheiro a render não é um exercício de enriquecimento. É a forma de garantires que as decisões importantes da tua família não ficam reféns do que houver na conta nesse mês.

É ESTE O PLANO QUE VAMOS CONSTRUIR

Põe o Teu Dinheiro a Render

Webinar gratuito, dia 9 de setembro, às 21h07, online. Não há gravação. Quem assistir ao vivo recebe o workbook da sessão. Vamos mostrar-te, passo a passo, como construir um plano em que o teu dinheiro trabalha para os objetivos da tua família, incluindo a educação dos teus filhos.

Finalmente vais receber juros, em vez de só os pagares.

Nota de transparência

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Os conteúdos deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não constituem aconselhamento financeiro.

Andreia e Tânia

Contas em dia®

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